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Em 14 de junho, a Fundação Tide Setubal realizou o Seminário Cidades e Territórios: encontros e fronteiras na busca da equidade. O encontro, em parceria com a Folha de S.Paulo, celebrou os 10 anos de atividade da instituição em São Miguel Paulista. O pano de fundo do seminário é a constatação de que, apesar da universalização das políticas públicas, o que é um avanço, nota-se que a cobertura de serviços e os programas continuam sendo sistematicamente insuficientes, mais precários e de pior qualidade em áreas de alta concentração de pobreza. E essa disparidade precisa mudar, a fim de que se alcance mais equidade, menor segregação e a justiça social efetiva.

Saskia Sassen – professora da Universidade de Columbia (EUA), referência mundial em globalização e migrações urbanas; Choukri Ben Ayed – docente de sociologia da Université de Limoges (França), especializado em educação nas periferias; e Pablo Maturana – consultor, ex-subdiretor de relações locais e internacionais da inovadora agência de cooperação de Medellín (Colômbia), foram os conferencistas mundiais que refletirão sobre políticas públicas e formas de diminuir disparidades entre regiões centrais e periféricas. Urbanismo, participação social, violência, educação, cultura, sustentabilidade, protagonismo juvenil compõem os temas das várias mesas

Também participaram das discussões, entre outros: Ricardo Abramovay – professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP (tema das cidades sustentáveis); Christian Dunker – fundador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP (tema da fragmentação das cidades); Jailson de Souza e Silva – criador do Observatório de Favelas no Rio de Janeiro (tema da segregação nas cidades); Regina Novaes – cientista social e ex-presidente do Conselho Nacional da Juventude (tema da arte da periferia); Ronaldo Almeida – professor de antropologia da Unicamp (cultura na periferia).

Cobertura completa e vídeos das mesas estão disponíveis em: folha.com/cidadeseterritorios

A cidade que queremos é tema de três rodas de conversa da Fundação Tide Setubal, em maio, nas Zonas Leste, Sul e Centro

A Fundação Tide Setubal ‒ que celebra 10 anos de atuação em São Miguel Paulista ‒ realiza três rodas de conversa, abertas e gratuitas, sobre políticas sociais e territórios, junto com o jornal Folha de S.Paulo. Os debates sobre qual cidade nós queremos construir acontecem nas Zonas Leste (6/5, sexta), Sul (12/5, quinta) e Centro (19/5, quinta). O principal objetivo é gerar discussões que serão insumos para o Seminário Internacional: 10 anos de Fundação Tide Setubal – Cidades e territórios: encontros e fronteiras na busca da equidade, em 14 de junho, terça, na Fecomercio, Bela Vista, São Paulo (SP), também gratuito e aberto a todos os interessados.
Nas rodas de conversa, especialistas de relevo debaterão com o público o direito à cidade, dividido em subtemas como mobilidade, educação e segurança, entre outros. Coletivos culturais de ativistas de São Miguel Paulista se mobilizaram e colaboraram diretamente na escolha prévia dos conteúdos. Haverá ainda um intercâmbio inédito entre os jovens: após as rodas de conversa, grupos de hip-hop da Zona Leste se apresentarão na Zona Sul e vice-versa (7 de maio na Zona Leste e 14 de maio na Zona Sul). Esse intercâmbio entre artistas está alinhado às conexões que a Fundação mantem entre São Miguel e Centro e com outras periferias, principalmente em ações culturais.
Rodas, hip hop e Seminário compõem o calendário de comemorações de uma década de trabalho da Fundação Tide Setubal pelo desenvolvimento local sustentável de São Miguel Paulista, bairro da Zona Leste da capital.
Programação Rodas de Conversa e Hip Hop
Zona Leste – Em 6 de maio, sexta-feira, das 14h às 18h, duas mesas de pesquisadores serão formadas na EACH-USP (rua Arlindo Béttio, 1000, prédio I1, 1º andar, sala 126, Ermelino Matarazzo, São Paulo – SP, CEP: 03828-000). A primeira delas discute “Direito à cidade: espaço público, liberdade de expressão e equidade”, com Neli Aparecida de Mello-Théry – vice-diretora da EACH-USP, pesquisadora associada no Centro de Desenvolvimento Sustentável (UnB) e especialista em políticas públicas; Antonio Eleilson Leite – historiador, programador cultural e coordenador de cultura da ONG Ação Educativa; Eduardo Vasconcellos – diretor do Instituto Movimento de São Paulo e assessor da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP); e Elaine Mineiro – integrante do Movimento Cultural das Periferias, que milita pela Lei de Fomento à Periferia.
A seguir, a segunda mesa enfoca “Educação, território e sustentabilidade” e tem a participação de Maria Rita de Almeida Toledo – historiadora e professora da Unifesp, especialista em história da educação; Alexandre Isaac – cientista social e líder de projetos do Centro de Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec); Josafá Rehem – diretor da EMEF Faveira do Mato, escola referência em diálogo e gestão democrática; e Maria Stela Graciani – coordenadora do Núcleo de Trabalhos Comunitários da Faculdade de Educação da PUC-SP.
Zona Sul – Na semana seguinte, no dia 12 de maio, quinta-feira, das 14h às 16h30, acontece a conversa sobre “Direito à cidade: educação, território, Lei de Fomento à Periferia, violência e segregação social”, na Paróquia Santos Mártires (rua Luís Baldinato, 9, Jardim Ângela, São Paulo – SP, CEP: 04935-100). Os parceiros articuladores na região Sul são a paróquia, o Fórum de Educação e coletivos jovens. Debaterão o assunto: Helena Singer – socióloga, fundadora da escola Politeia, ex-diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz, atual chefe de Departamento de Ações Estratégicas e Inovação do Sesc; Anderson Severiano Gomes – diretor do CEU EMEF José Saramago, que estuda a relação escola-comunidade; Guilhermo Aderaldo – doutor em antropologia social pela USP, que estuda coletivos culturais e sociabilidade nas periferias de São Paulo; Douglas Belchior – militante da Uneafro e professor da rede estadual.
Centro – Por fim, em 19 de maio, quinta-feira, das 14h às 16h, é a vez da área central integrar as discussões, por meio da mesa “A ocupação e urbanização da região central da cidade”. O encontro ocorre no auditório do jornal Folha de S.Paulo (rua Barão de Limeira, 425, Campos Elíseos, São Paulo – SP, CEP: 01290-900). Debatedores convidados: Guilherme Wisnik – arquiteto, urbanista, crítico de arte, professor da FAU-USP e colunista da Folha; Marta Arretche – diretora do Centro de Estudos da Metrópole e professora do Departamento de Ciência Política da USP; Mauricio Fiore – diretor do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e coordenador científico da Plataforma Brasileira de Política de Drogas; Laura Sobral – fundadora da Muda – Práticas Culturais e Educativas e do Instituto a Cidade Precisa de Você, que têm como foco o incentivo de atores urbanos a ocupar o espaço público.
10º. Encontro de Cultura Hip Hop e Aliados de São Miguel Paulista ‒ Com realização em 7 de maio, sábado, das 10h às 19h, no CDC Tide Setubal – novo CEU São Miguel (rua Mário Dallari, 170, São Miguel Paulista), o encontro oferece vasta programação aberta e gratuita com: ocupação e shows (Causa P, Sujeira Brasileira, Tamo Vivo e fora de Frequência); DJs Negrito, Elvis e Maestro Androide; Bboys e Bgirls Break Style Crew e SP Clan; mais de 20 grafiteiros das Zonas Leste e Sul; saraus: Filhos de Ururaí, Jaçarau, Raízes e Da Ponte Pra Cá; e intervenção teatral: CIA. de Artes Decálogo JALC. Depois, na Zona Sul, em 14 de maio, sábado, das 10h às 19h, na Paróquia Santos Mártires (rua Luís Baldinato, 9, Jardim Ângela), há programação também de graça e aberta com: ocupação e shows (Tamo Vivo, Cicerone MC, Causa P e Sujeira Brasileira); DJs Jean Carlos, Maestro Androide e Davison; Bboys e Bgirls SP Clan e Die Hard Crew; mais de 20 grafiteiros das Zonas Leste e Sul; saraus: Jaçarau, Raízes, Da Ponte Pra Cá e Filhos de Ururaí; e intervenção teatral: CIA. de Artes Decálogo JALC.

Fundação Tide Setubal lança publicação Famílias e Conexões Territoriais

Como parte da celebração de seus 10 anos, a Fundação Tide Setubal lança Famílias e Conexões Territoriais – uma experiência no enfrentamento das desigualdades na zona leste de São Paulo, que apresenta o percurso e a metodologia do programa de trabalho com famílias da Fundação Tide Setubal. O encontro acontece no próximo dia 30 de março, a partir das 11 horas, como parte da programação aberta do 9º Congresso do Gife.
Há nove anos em execução na zona leste de São Paulo, a proposta busca fortalecer as famílias por meio de conteúdos e vivências para o desenvolvimento de novas competências pessoais e relacionais, ampliando seus conhecimentos e seu capital social e, assim, melhorar a qualidade de vida dos participantes ao facilitar o acesso aos serviços públicos, estimular a maior participação comunitária e favorecer o exercício da cidadania.
Além das etapas de desenvolvimento do projeto e do seu monitoramento e avaliação, a publicação traz um Guia para o Desenvolvimento de Reuniões Socioeducativas, intervenção central do programa, com atividades práticas sobre os cinco eixos: educação, saúde, habitabilidade, trabalho e renda e solidariedade vicinal, visando assim sua disseminação em outras comunidades.
Lançamento – Famílias e Conexões Territoriais – uma experiência no enfrentamento das desigualdades na zona leste de São Paulo
30 de março de 2016 – a partir das 11 horas, na programação aberta do 9º Congresso Gife
Fecomércio – Rua Doutor Plínio Barreto, 285 – Sala Azul

Estudo da Flacso investiga o olhar dos jovens para o contexto escolar

No caminho oposto dos estudos que procuram descobrir por que os jovens abandonam a escola, a Flacso Brasil (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) realizou a pesquisa, coordenado por Miriam Abramovaye lançou a publicação Juventudes na escola, sentidos e buscas: Por que frequentam?

O estudo, realizado em parceria com OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura) e do MEC (Ministério da Educação),busca escutar narrativas e olhares dos jovens sobre o contexto escolar e o que pensam em relação às políticas públicas relacionadas à educação. O objetivo é conhecer quem são os jovens que frequentam a escola e assim identificar o lugar da escola na produção do conhecimento, o clima escolar, as relações com os professores e entre os alunos. Uma das descobertas da pesquisa destaca a importância do professor. Se existe um bom professor o jovem não abandona a escola. Outro dado importante está relacionado à motivação para os estudos 37% dizem que frequentam a escola para ter uma vida melhor e 32,3% para conseguir um emprego melhor.

O levantamento envolveu entrevistas com 8.283 alunos, com idade entre 15 e 29 anos, de ensino médio, EJA (Educação de Jovens e Adultos) e Projovem Urbano do Pará (Belém e Ananindeua), Bahia (Salvador e Feira de Santana), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro e Volta Redonda), Paraná (Curitiba e Ponta Grossa) e Mato Grosso (Cuiabá e Rondonópolis). Para dar conta do processo, ainda foram criados grupos focais para aprofundar alguns temas como a importância das relações interpessoais na escola, racismo e a conjuntura do país

Para conferir o estudo completo: http://flacso.org.br/?publication=juventudes-na-escola-sentidos-e-buscas-por-que-frequentam

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